quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Hampi

Este fim de semana estive em Hampi, uma das cidades mais sagradas da Índia, com cerca de 2000 templos que foram edificados entre os séculos XIII e XVII. Hampi transmite uma energia muito positiva e a paisagem envolvente é brutal! O único problema é encontrar-se a 15 horas de viagem de autocarro! Mas os indianos resolveram o problema desenvolvendo o magnífico "Sleeper Bus". Basicamente por cima dos lugares sentados, há cabines com camas. De um lado são camas de casal (onde podem ver a Lisa e o Lorenzo) e do outro lado são individuais (como a minha).


Ao fim de muitos saltos e algumas paragens para a "casa de banho" ao ar livre, lá chegámos a Hampi! Todos os turistas que chegam a Hampi têm que se registar na polícia e, por se tratar de um lugar sagrado não se vende álcool sequer. Lá partimos à descoberta dos templos por trilhos de terra... alguns encontram-se no cimo de colinas, com vistas espectaculares!










Os restaurantes em Hampi têm um ambiente muito giro, com música ambiente e zonas chill out, como o "Mango Tree", com uma vista linda sobre o rio e o "Chill Out" e o "Durga" contruídos nos telhados das casas.


No domingo alugámos scooters para visitar as redondezas.Há excursões vindas de toda a Índia para este lugar sagrado. Este grupo de miúdos estava mais interessado em nós do que nos templos e não paravam de nos perguntar "What's your name?" "Where are you from?" e quiseram tirar uma foto connosco. Vejam que o professor até se deitou no chão!

Logo depois da fotografia que se segue apareceu a polícia para prender este encantador de serpentes. Explicaram-nos que esta prática é proibida porque estas cobras estão em extinção e, ao removerem-lhes as glândulas venenosas, elas deixam de conseguir digerir os alimentos (no fundo o veneno é o suco digestivo delas) e então morrem à fome ao fim de umas semanas...

No último dia demos um passeio de "Coco boat" no rio. Há muitos templos junto ao rio e pessoas a rezar, a tomar banho, a lavar a roupa... Enfim pelo menos este não está poluído como o Ganges.